segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Regresso a casa

Cada vez me convenço mais que o nosso gato tem um vida dupla que me escapa completamente. De vez em quando chegam-nos alguns episódios e, desculpem lá os ilustres leitores que não se interessam por essas coisas, tenho de os registar aqui, porque como o Calvin há-de haver poucos.
No fim-de-semana continuávamos sem saber dele e já nos preparávamos para ligar à senhora estrangeira que dias antes lhe tinha dado abrigo quando recebemos novo telefonema. Que estava na rua tal, número tal, e que não nos preocupássemos que estava bem. Lá fui com a Madalena. Era uma casa pequenina de um jovem casal de namorados que também tinha uma gata. A gata estava furibunda  escondida atrás do sofá a fazer fuuu a tudo o que se mexesse. Quanto ao senhor Calvin, estava calmamente instalado no quarto de dormir, com o seu ar mais seráfico, a apanhar sol à janela. Já tinha comido e estava certamente a fazer a digestão, de tal forma satisfeito que nem refilou quando o enfiámos na caixa.
Os donos da casa despediram-se dele emocionados, ai que é um gatinho tão simpático e tão carinhoso, e bla, bla e bla, bla, e adeus e volta sempre. Há-de voltar, há-de, que o Calvin tem boa memória e sabe sempre bem onde lhe dão comida.

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