segunda-feira, 2 de novembro de 2009
perfeito coração
Os ventrículos estão no sítio, as artérias também, a aorta, a pulmonar, as outras todas, o diâmetro certinho, o batimento cardíaco na média e afinadinho, qual banda sonora candidata a um óscar. Temos, em suma, um rapaz de bom coração, garantiu o cardiologista que hoje fez a ecocardiografia. Uma coisa que eu nem sabia que existia, que ainda há pouco mais de um ano, grávida da Madalena, ninguém sequer me sugeriu que fizesse. Modernisses, é certo, mas que me deixam muito mais descansada sobre o bebé que trago na barriga e que cresce um pouco mais todos os dias. E, entretanto, já lá vão 22 semanas, quase 23, mais de metade do tempo em que o terei assim, sempre coladinho a mim, a ensaiar fantásticas jogadas de futebol que me parecem asas de borboletas a bater cá dentro.
domingo, 1 de novembro de 2009
comemoração
Há dois anos foi aqui, no ano passado aqui, e desta vez rumámos ao Norte, a visitar a Invicta, com passagem por Aveiro, a comprar ovos moles e a ver a ria. Tão boas, estas nossas mini-férias de Outono, sempre com direito a celebração e este ano com mais um convidado para o jantar. Felizmente gostou de comida japonesa e portou-se muito melhor do que a mana que não achou grande piada ao restaurante e refilou durante quase todo o tempo que levei a devorar meia travessa de sushi e sashimi.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
visita ao Oceanário e uma palavra nova
"Peises". Uma nova palavra assim muito bem dita e repetida à exaustão, porque a rapariga não se calou um minuto enquanto estivémos no Oceanário. Foi uma grande lembrança, esta de a levarmos a ver os peixinhos. Adorou, corria de um lado para o outro para ver tudo, agarrava-nos na mão para irmos mais depressa e às tantas ficou tão cansada que foi ela própria a pedir para a sentarmos no carrinho. Está cada dia mais linda e maravilhosa e, como diz a Elena, "Madalena muito falar". Na escola é também das que mais comunica, segundo garante a Susana, e o pai já está a dizer mal à vidinha dele porque, obviamente, não vai haver mais viagens silenciosas para o Alentejo. Sai à tia Alexandra, digo eu. Sabes muito bem a quem sai, resmunga o papá, ao mesmo tempo orgulhosíssimo da loquacidade do rebento.
Pedro
Desta vez a escolha não foi tão fácil. Primeiro porque não sabiamos se era rapaz ou rapariga, depois porque havia uma "short list" e não havia maneira de decidirmos qual era o nome que os dois mais gostávamos. Bom, na verdade já sabíamos, tanto que quando chegou o momento de escolher - no último sábado, na piscina, durante a aula de natação da Madalena, que foi um momento tão bom como outro qualquer - nem hesitámos muito. Vai chamar-se Pedro. E a mamã já foi às compras...


segunda-feira, 26 de outubro de 2009
sobrámos de enfeitados
A rapariga já estava sentada no carro, de casaco vermelho e vestida a rigor como se impunha, jantar tomado, pronta para ir gritar golo em pleno estádio, quando o papá se lembrou: onde é que raio se tinha metido o cartão do parque de estacionamento, a via verde para entrarmos no coração da Luz sem que a bebé apanhasse frio, nem filas de trânsito, só um elevadorzito para nos levar (quase) directamente aos lugares pelos quais ele paga todos os anos uma fortuna? Sim, onde é que estava? Não sabemos. Ainda hoje não o encontramos em sítio nenhum e não foi desta que o pai levou o rebento a ver o Benfica jogar. E foi uma pena, porque os rapazes marcaram seis-zero ao Nacional da Madeira e não se sabe por quanto tempo mais vai durar esta vaga de boa sorte.
domingo, 25 de outubro de 2009
Sentido de orientação
Pai: A Madalena tem um sentido de orientação apuradissimo
Sai de casa, para ir ao jardim andar de escorrega e vai dando as indicações ao pai. Aponta para onde quer ir, pede colo para irem mais depresa e não se lhe cansarem as pernas, e quando vem para casa repete a gracinha. Ele nem cabe em si de tanto orgulho
Sai de casa, para ir ao jardim andar de escorrega e vai dando as indicações ao pai. Aponta para onde quer ir, pede colo para irem mais depresa e não se lhe cansarem as pernas, e quando vem para casa repete a gracinha. Ele nem cabe em si de tanto orgulho
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Solidariedade
Dona princesa está óptima, sem um único vestígio de desarranjos intestinais e afins, mas deixou atrás de si um verdadeiro rasto de destruição, leia-se, de contágio. Depois do pai e da mãe - é bem, para saberem o que custa - as vítimas foram os avós do Alentejo, o Rui e a Joana, passando pela Aninhas e pela Catarina. Ninguém escapou. Ora tomem.
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