sábado, 8 de setembro de 2012

Férias grandes - os primos

A Ana e o Ricardo, a Ana e a Catarina, o Diogo, a Ritinha e o Tiago, a Lara, a Joaninha, o Pedro Grande. Os primos. Estas foram umas férias cheias de primos, e o Pedro e a Madalena deliraram com as aventuras e brincadeiras. Primeiro em Portimão, depois em Cabanas e no meio da serra algarvia e, finalmente, no Alentejo.






sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Férias grandes - amigos novos

Há muito tempo que não me acontecia  isto de fazer amigos na praia. Na verdade nunca aconteceu muito, que ao contrário do que possam pensar, sempre fui uma rapariga tímida. Ainda assim, tenho umas boas lembranças dos meus tempos de adolescente problemática, em que ia de férias com os meus pais para a Praia Verde e regressava apaixonadíssima pelo vizinho da tenda do lado e com várias moradas de amigas novas a quem escrevia durante algumas semanas e que logo caiam no esquecimento, à falta dos facebooks, gmails e afins dos tempos modernos. Mas eram grandes amizades, mesmo que tivessem a exacta duração das férias.
Este ano voltaram os amigos de Verão, graças à Madalena e ao Pedro, que conheceram imensos meninos na praia e na piscina e por isso, quando dávamos por nós, lá estávamos à conversa com os respectivos pais, também a combinar idas à praia e à piscina e, no fim, a trocar telefones e emails que, é certo, ainda não voltámos a usar nem provavelmente o voltaremos a fazer.
Na praia acontecem destas coisas e de repente, parece que não há nada mais natural do que falar sobre os filhos com perfeitos desconhecidos, trocar experiências e gracinhas, ele já fala muito? ah, que bom, pois, o meu ainda não diz grande coisa, mas compreende tudo, lá isso compreende. Ou discutir o restaurante novo, ou o melhor caminho para os barcos, ou a política do Passos Coelho e o Rendimento Social de Inserção (apanha-se cada teoria, valha-nos Deus...), tudo isto entre uma bola de Berlim e um mergulho.
E pronto, foi assim que conhecemos vários pais, com destaque para os da Beatriz, a Luísa e o Paulo, alentejanos de Odemira e vizinhos de aldeamento. Dona Princesa encantada com sua amiga, não queria outra coisa senão estar com ela, e Pedrinho, que lhe chamava Kiki, desconfio que se apaixonou pela primeira vez. Para o ano voltaremos a vê-los. Ou talvez não.


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O dia em que as gémeas vieram de visita

Uma tarde em beleza, com muitas brincadeiras a quatro e sem uma única lágrima ou discussão. Pedrinho e Madalena, muito protectores das duas bebés, ele às vezes um bocadinho antipático quando elas se aventuravam mais nos seus brinquedos preferidos, mas sempre sem grandes stresses. E o que elas gostaram de ver o Panda. Tanto, tanto, que por várias vezes a televisão quase foi derrubada, porque insistiam em fazer festas nos bonecos. Senhor Calvin refugiou-se no quarto do fundo, aborrecido de tanta barulheira, e nós deixámo-los correr à vontade pela casa e desarrumar o que lhes apeteceu. Sofia e Solange têm de vir mais vezes.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Viagem a Santo António dos Cavaleiros

Desta vez o telefonema foi para o homem lá de casa:
- Estou aqui com um gato, perdido, cheio de fome...
- É o meu gato, o Calvin, diz o Sérgio, ou, melhor, tenta dizer, porque, do lado de lá, a pessoa que ligou nem o ouve. E prossegue, cada vez mais zangado:
- Vocês deviam ter vergonha, vão de férias, abandonam os animais, e agora anda aqui o pobre do gato...
Sérgio respira fundo, já um bocado irritado, a tentar não se chatear a sério com o homem que até se tinha dado ao trabalho de telefonar:
- Mas onde é que ele está?
- Está aqui ao pé do talho do Luis, não sabe onde é? Ao lado da churrasqueira da Flamenga.
E o Sérgio dem perceber nada daquilo:
- Não estou a ver onde é que é...
- Então não sabe? É aqui em Santo António dos Cavaleiros, gritou ele, cada vez mais furioso.
Bom, abreviando, o nosso gato viajou de Lisboa até Santo António dos Cavaleiros, nunca saberemos como, e lá tivemos de o ir buscar. O senhor do talho do Luis acabou por descobrir que não eramos perigosos meliantes e que até nos preocupávamos com o gato e chamou a senhora do cabeleireiro, mais o vizinho da esquina e de repente já estávamos a falar com uma data de gente e todos tinham visto o Calvin. Finalmente lá o encontrámos, a passear tranquilamente no jardim, e trouxemo-lo para casa. Durante uma semana não saiu, mas entretanto já retomou os seus passeios, porque assim é que ele é feliz.

Matemática e medicina

Desculpem lá estar a puxar dos galões, mas de vez em quando mesmo a mais modesta das mães (que não é o meu caso) não consegue resistir. Então é assim: Dona Princesa, do alto dos seus quatro anos e três meses conta lindamente até cem e, descobrimos ontem, conta, com toda a segurança, de dez para zero. Ao contrário, portanto. Ah, e também decidiu que quer ser médica. Parece ser uma decisão bastante firme, já que se mantém há pelo menos três dias.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Histórias de dona princesa

Madalena conta uma história às bonecas enquanto eu levanto a mesa do jantar. A meio caminho da cozinha, apanho apenas uma frase, mas, seguramente, a melhor: "Ele não gostava de cocó, por isso não comia, para não ter de ir à casa de banho".

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Rrrrrrrrrrrr...

- Pedrinho, como é que faz o papá quando ressona?
- Rrrrrrrrr...
- Boa! Então agora diz lá: Rrrrrrrui
- Rrrrrrui!!!
E foi assim que o nosso homem pequenino aprendeu mais uma palavra, que depois repetiu, orgulhosamente, ao longo do dia. Quem lhe ensinou foi a Madalena, porque lhe tínhamos contado que assim é que ela própria tinha aprendido, dando uma utilidade prática ao ressonar (raro, rarissimo...) do homem cá de casa.