terça-feira, 23 de outubro de 2012
Na Floresta da Preguiça
É um livrinho maravilhoso, sobre uma floresta atacada por máquinas que tudo derrubam e levam pela frente, onde mora uma preguiça que dorme, dorme, dorme... Todos os dias o lemos. Primeiro eu, depois Madalena, que já sabe de cor o texto. Pedrinho vai passando as páginas.
E "tudo é verde, tudo é vida, na Floresta da Preguiça".
Obrigada, Ana.
sábado, 13 de outubro de 2012
Bruno
Quando conheci o Bruno ele ainda não era um actor famoso, não aparecia nas novelas da TVI nem se deixava fotografar à noite, no Bairro, com miúdas fãs dos Morangos com Açúcar. Foi há mais de dez anos e vivíamos numa casa que mais parecia um chalé, ali para os lados da Morais Soares. As reuniões de condóminos eram de chorar, às vezes a rir, às vezes nem por isso. Cada um com a sua pancada, cada um a puxar para seu lado, o Bruno sempre calmo e divertido e simpático para toda a gente, a aturar sem se queixar as maluquices das velhotas do prédio. Eu vivia no primeiro direito, ele no segundo. Um dia convidou-me para ir à estreia de uma das suas peças. Não fui, já não me lembro porquê, se calhar porque nessa noite estava a fechar. Ou era Outubro e havia orçamento do Estado. Ou andava tão cansada por fazer milhentas coisas ao mesmo tempo, que pura e simplesmente só me apetecia dormir. Quantas coisas boas já deixei de fazer por isso. Quantas horas não estive com os meus filhos porque me atrasei a escrever um texto e cheguei a casa muito tarde. Quantas vezes me deprimi porque não consegui uma notícia, porque uma outra não me saiu como eu queria, porque o tempo não me chega para tudo, porque me chateei com uma merda qualquer sem a menor importância. Quanto stress, quanta correria.
Ontem, num dia de particular stress - ou não estivéssemos nós em Outubro -, fiquei a saber que o Bruno morreu. Deu-lhe um fanico, o coração falhou-lhe e morreu. Ainda há dias falei com ele. Tem o mesmo nome de um colega meu e liguei-lhe por engano a pedir o contacto de um deputado qualquer. Ainda nos rimos um bocado com isso.
Às vezes penso que me pode acontecer o mesmo. Acho que todos pensamos. Antes punha-me a pensar que era uma chatice se acontecesse e não tivesse as minhas coisas todas organizadas. Agora já não sou só eu mais as minhas coisas desorganizadas e penso é que não posso deixar que uma coisa dessas me aconteça. E que obrigar-me a ter mais alguma qualidade de vida é meio caminho andado para o evitar.
Ontem, num dia de particular stress - ou não estivéssemos nós em Outubro -, fiquei a saber que o Bruno morreu. Deu-lhe um fanico, o coração falhou-lhe e morreu. Ainda há dias falei com ele. Tem o mesmo nome de um colega meu e liguei-lhe por engano a pedir o contacto de um deputado qualquer. Ainda nos rimos um bocado com isso.
Às vezes penso que me pode acontecer o mesmo. Acho que todos pensamos. Antes punha-me a pensar que era uma chatice se acontecesse e não tivesse as minhas coisas todas organizadas. Agora já não sou só eu mais as minhas coisas desorganizadas e penso é que não posso deixar que uma coisa dessas me aconteça. E que obrigar-me a ter mais alguma qualidade de vida é meio caminho andado para o evitar.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
E quando é que Outubro chega ao fim?
Desde há uns bons anos, praticamente desde que começei a trabalhar e decidi mergulhar nesse maravilhoso mundo que é o jornalismo de economia, que Outubro é um dos meses mais complicados. E a razão, está-se mesmo a ver, tem a ver com o Orçamento do Estado, que é apresentado lá para dia15, dividindo o mês em antes do OE e depois do OE. São semanas muito sofridas, primeiro a antecipar o que ai vem, olhando todos os dias para a concorrência a ver o que descobriu que a nós nos passou ao lado, depois a esmifrar o projecto-lei, a descobrir o que muda, o que fica, e o que está nas entrelinhas. É um sofrimento, mas, ao mesmo tempo, uma excitação e uma animação. Ou seja, vendo a coisa do ponto de vista profissional não é necessariamente uma coisa má, pelo contrário. E no entanto, quando o mês chega ao fim, só apetece ir de férias ou, em alternativa, dormir vários dias seguidos.
Posto isto, eis-nos em pleno mês de Outubro. Ainda estamos na segunda semana e já ando com insónias, a ver as primeiras páginas do dia seguinte no jornal da meia-noite e, o pior de tudo, a chegar a casa a horas vergonhosas, ou seja, nunca antes das nove da noite. Miúdos já jantados, colados à televisão, cheios de birras porque ambos qurem os mimos e a atenção da mãe. Resta uma hora de brincadeira antes de, cheia de pesos na consciência, os enfiar na cama, no meio de muitos choros e protestos, e de os conseguir pôr a dormir, vencidos pelo cansaço.
Afinal, quando é que Outubro chega ao fim?
Posto isto, eis-nos em pleno mês de Outubro. Ainda estamos na segunda semana e já ando com insónias, a ver as primeiras páginas do dia seguinte no jornal da meia-noite e, o pior de tudo, a chegar a casa a horas vergonhosas, ou seja, nunca antes das nove da noite. Miúdos já jantados, colados à televisão, cheios de birras porque ambos qurem os mimos e a atenção da mãe. Resta uma hora de brincadeira antes de, cheia de pesos na consciência, os enfiar na cama, no meio de muitos choros e protestos, e de os conseguir pôr a dormir, vencidos pelo cansaço.
Afinal, quando é que Outubro chega ao fim?
sábado, 6 de outubro de 2012
Pedrinho foi ao Benfica
P.S.: Para que fique para a história, o Benfica ganhou por 2-1 ao Beira Mar.
domingo, 30 de setembro de 2012
Férias de Verão - o fim da chucha
Faltava só registar aqui um dos grandes acontecimentos do Verão de 2012: a Madalena despediu-se de vez da sua muito amada chuchinha. Ela própria a arrumou na mala, antes de partirmos, mas depois, chegados ao Algarve, deu-se o sumiço da dita, um mistério que não vou aqui desvendar porque não vale a pena. Principalmente porque dona Princesa de safou lindamente, sem dramas, nem choros, nem nada. Conformou-se com a ausência, apesar de, durante uns dias ainda suspirar bastante e se perguntar a si própria o que teria acontecido, "porque eu arrumei-a na mochila, mamã..." Quando regressámos a casa, outro mistério: todo o stock de chuchas se havia também evaporado. E assim foi. Quando o dentista, daqui a uns anos, me apresentar a factura por lhe endireitar os dentes, bem me vou arrepender de não ter feito isto mais cedo.
Férias de Verão - banda sonora
E foi isto que ouvimos durante boa parte das viagens de automóvel deste Verão. Primeiro porque nos esquecíamos de renovar o stock musical e depois porque dona Princesa e senhor Pedro se apaixonaram por esta música e chegavam a fazer birras para a ouvir. Nós, já um bocadinho enjoados, não os contrariávamos muito, até pelo prazer de os ouvir a cantarolar acompanhando a música. Ele com o nã-nã-nã habitual, ela num (quase) perfeito castelhano.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Pedro e o Lobo ou os avanços linguisticos de Pedrinho
Fim-de-semana cultural, com concerto na Gulbenkian. Foi o primeiro concerto deles - se excluirmos o espectáculo das Winx no Coliseu - e estiveram em grande. Ouviram com muita atenção, dançaram e até cantarolaram e no fim toda a gente teve direito a gelado na relva. Eram os 50 anos da Fundação e a orquestra da Gubenkian presenteou a cidade com um concerto grátis de "O Pedro e o Lobo", que encheu o grande auditório. Mada gostou, mas já me confidenciou que até agora o concerto das Winx foi mesmo o que mais lhe encheu as medidas. Pedrinho gostou muito, ainda mais por o heroi da história ter o seu nome, e saiu de lá a trautear a música e com o nome de todas as personagens na ponta da lingua. Aqui ficam elas, segundo enumeração do próprio:
Pê (Pedro)
Vô (avô)
Lô (lobo)
Quá-quá (pato)
Mnhau (gato)
Piu piu (passarinho)
Faltaram os caçadores, mas isso também já era pedir de mais. Afinal, como o próprio explica quando lhe dá jeito, Pê bebé.
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