... fizemos um lindo São José sem nariz para o presépio da escola da Madalena, a tarefa prevista no calendário do Advento. Também comemos bombons e aprendemos uma canção de Natal nova. Como o Pedro não gostou muito, a Madalena inventou uma sobre carros, só para ele, e ficaram os dois acordados imenso tempo a berrar "pi-pi-pi", que era o refrão da cantiga.
A única coisa que correu mal foi o horário de ir dormir, que descambou escandalosamente. Enfim, nada de novo.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Calendário do Advento
Foi a outra tarefa do fim-de-semana: fazer e inaugurar o calendário do Advento. Pintámos molas de madeira, fizemos e decorámos 25 envelopes e o calendário já lá está, pendurado na parede da sala, a prometer 25 surpresas até ao dia de Natal. No sábado houve prendas e rebuçados e ontem houve teatro (fomos ver "A Flauta Mágica") e pizzas em casa da Raquel.
Falta agora inventar mais 23 tarefas e coisas boas para deixar nos envelopes, misturadas com histórias e canções de Natal. E falta arranjar maneira de chegar a casa a horas decentes, para dar tempo de abrir os envelopes e pôr as tarefas em prática.
(Tivemos a ajuda preciosa da Joana e do Gabriel, há que registar também esse pormenor. Se calhar vamos convidá-los também para participar de algumas das tarefas adventícias)
Falta agora inventar mais 23 tarefas e coisas boas para deixar nos envelopes, misturadas com histórias e canções de Natal. E falta arranjar maneira de chegar a casa a horas decentes, para dar tempo de abrir os envelopes e pôr as tarefas em prática.
(Tivemos a ajuda preciosa da Joana e do Gabriel, há que registar também esse pormenor. Se calhar vamos convidá-los também para participar de algumas das tarefas adventícias)
Presépio
O nosso presépio, explica o Pedrinho, tem o "Ius", a mamã e o papá. E tem três reis magos que agora, provisoriamente, são apenas dois, porque o Belchior, coitado, de tanto ser mudado de sítio, teve um acidente que o deixou decapitado. Também temos burro e vaca e tudo aquilo a que tem direito qualquer presépio que se preze, o sr. Papa que me perdoe. E cá em casa há um menino tão entusiasmado, tão entusiasmado, que não quer brincar com outra coisa.
Hoje foi dia de presépio. E de árvore de Natal. A nossa árvore minúscula, enfeitada pela Mada e pela mamã e pelo Pedrinho. Desta vez a árvore tem pequenos sinos de chocolate, como quando eu era miuda e, com o meu mano, comíamos os chocolates dos pais-natais e deixávamos lá as pratas, para a mãe não descobrir.
O Natal sempre conseguiu deixar-me feliz, mas agora, com o Pedro e com a Madalena, tudo tem um sabor diferente. Muito melhor.
Hoje foi dia de presépio. E de árvore de Natal. A nossa árvore minúscula, enfeitada pela Mada e pela mamã e pelo Pedrinho. Desta vez a árvore tem pequenos sinos de chocolate, como quando eu era miuda e, com o meu mano, comíamos os chocolates dos pais-natais e deixávamos lá as pratas, para a mãe não descobrir.
O Natal sempre conseguiu deixar-me feliz, mas agora, com o Pedro e com a Madalena, tudo tem um sabor diferente. Muito melhor.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Escatologias
1. Não há nada que divirta mais os meus filhos do que as palavras cocó e xixi. Riem, riem, riem, fazem barulhinhos, imitam puns e se for preciso ficam naquilo tempos infinitos. É que nem há outra coisa que os consiga distrair tanto, ao ponto de, admito, já ter utilizado as palavrinhas mágicas para parar uma birra, desligar a televisão ou convencê-los a ir para a mesa. Espero que seja uma fase, por isso nem dou muita importância à coisa. E, no entanto, é impossível não ficar deliciada com aquelas gargalhadas.
2. Pedrinho, para que conste, há quase um mês que, durante o dia, já não usa fralda. À noite ainda não há segurança para tanto, mas também acorda de vez em quando a pedir para ir à casa de banho. Faz cocó e depois lá fica, a espreitar para a sanita enquanto puxamos o autoclismo. A curiosidade é tanta que um dia destes se debruçou um pouco mais do que devia e pimba, chucha lá para dentro. Mamã, chamada de urgência, lá fez o que tinha de fazer e resgatou a "tu" que foi direitinha para a chaleira onde ficou a ferver durante bastante tempo (mandá-la simplesmente para o lixo era impensável). Entretanto, teve de consolar o infeliz proprietário que a partir daí, apesar de continuar a despedir-se entusiasticamente do seu cocó, nunca o faz sem antes agarrar fortemente a chucha.
2. Pedrinho, para que conste, há quase um mês que, durante o dia, já não usa fralda. À noite ainda não há segurança para tanto, mas também acorda de vez em quando a pedir para ir à casa de banho. Faz cocó e depois lá fica, a espreitar para a sanita enquanto puxamos o autoclismo. A curiosidade é tanta que um dia destes se debruçou um pouco mais do que devia e pimba, chucha lá para dentro. Mamã, chamada de urgência, lá fez o que tinha de fazer e resgatou a "tu" que foi direitinha para a chaleira onde ficou a ferver durante bastante tempo (mandá-la simplesmente para o lixo era impensável). Entretanto, teve de consolar o infeliz proprietário que a partir daí, apesar de continuar a despedir-se entusiasticamente do seu cocó, nunca o faz sem antes agarrar fortemente a chucha.
sábado, 24 de novembro de 2012
E a grande noticia da semana é...
... que a Ana está grávida. A nossa Ana do Alentejo, como é conhecida cá em casa, tem um bebé na barriga, que há-de vir conhecer-nos lá para a primavera do ano que vem. Esta família está cheia de sorte e já gostamos muito dele. Ou dela, pois claro, que a mim palpita-me que vai ser uma rapariga. Beijinhos, querida Ana
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Era uma vez uma máquina de lavar roupa
Durante muito tempo foi assim: à sexta feira a mãe enchia os alguidares de água e detergente e, durante toda a manhã, lavava a roupa da semana. As mães dos outros meninos faziam o mesmo. Vivíamos no Alentejo, o 25 de Abril tinha acontecido havia poucos anos, o FMI estava quase a chegar e pouca gente tinha dinheiro para luxos. Depois o meu pai fez uma surpresa à minha mãe e apareceu lá em casa uma máquina de lavar roupa novinha em folha que nos deixou todos orgulhosos e mais ainda à minha mãe, com certeza, que lavar a roupa da família toda à mão não havia de ser nenhuma pêra doce.
Hoje em dia não nos passa pela cabeça não ter uma máquina de lavar roupa. Ou aquecer a água do banho no fogão porque não há esquentador. Temos a vaga noção de que haverá casos desses, mas na verdade estão sempre muito longe de nós. Preocupam-nos, mas esquecemo-los logo a seguir, no meio dos ritmos alucinados das nossas vidas onde não falta (quase) nenhum electrodoméstico.
Neste caso, a realidade não me deixou esquecer tão facilmente. Era preciso arranjar uma máquina de lavar roupa para a mãe das gémeas, porque é inverno, porque há muita roupa que se suja e, sobretudo, porque as técnicas da Segurança Social acham que uma máquina de lavar roupa numa casa é essencial para que uma família de risco não ultrapasse ainda mais as fronteiras do risco.
E a máquina de lavar roupa lá está, já em casa. Um post no Facebook fez milagres. Apareceu uma em segunda mão em Odivelas, outra em vila Franca de Xira, outra ainda em Lisboa. E houve até quem telefonasse a oferecer-se para dar uma nova, comprada de propósito para as gémeas. Não foi preciso, que o problema já estava resolvido. Mas valeu a pena. Porque há quem se preocupe e isso é sinal de que nem tudo está perdido. Que, quando é preciso, ainda temos capacidade de desligar dos nossos dias.
Hoje em dia não nos passa pela cabeça não ter uma máquina de lavar roupa. Ou aquecer a água do banho no fogão porque não há esquentador. Temos a vaga noção de que haverá casos desses, mas na verdade estão sempre muito longe de nós. Preocupam-nos, mas esquecemo-los logo a seguir, no meio dos ritmos alucinados das nossas vidas onde não falta (quase) nenhum electrodoméstico.
Neste caso, a realidade não me deixou esquecer tão facilmente. Era preciso arranjar uma máquina de lavar roupa para a mãe das gémeas, porque é inverno, porque há muita roupa que se suja e, sobretudo, porque as técnicas da Segurança Social acham que uma máquina de lavar roupa numa casa é essencial para que uma família de risco não ultrapasse ainda mais as fronteiras do risco.
E a máquina de lavar roupa lá está, já em casa. Um post no Facebook fez milagres. Apareceu uma em segunda mão em Odivelas, outra em vila Franca de Xira, outra ainda em Lisboa. E houve até quem telefonasse a oferecer-se para dar uma nova, comprada de propósito para as gémeas. Não foi preciso, que o problema já estava resolvido. Mas valeu a pena. Porque há quem se preocupe e isso é sinal de que nem tudo está perdido. Que, quando é preciso, ainda temos capacidade de desligar dos nossos dias.
sábado, 27 de outubro de 2012
Mau feitio
Tudo começou com um apetitoso croissant a espreitar da caixa do pão mesmo antes de irmos jantar. Pedrinho viu e pediu, mamã recusou e começou aí uma das maiores birras de que há memória, com o meu bebé lindo e maravilhoso transformado num monstrinho furioso a quem nem o novo carrinho da avó Gracinha -com a sua música pavorosa, mas que já tem feito milagres - conseguiu acalmar. A coisa foi de tal ordem que senhor Pedro levantou a mão e pimba, bofetada na mamã. Seguiram-se dois segundos de silêncio, durante os quais se evitou o pior, ou seja, uma palmada na mão do Pedro. Em contrapartida, ficou de castigo, sem chucha e sem acesso ao carro da avo Gracinha até parar com a choradeira e pedir desculpa à mamã. Demorou bastante, mas lá se decidiu, já com a Madalena a anunciar que não aguentava mais tamanha gritaria e que ia contar tudo ao papá. Como lá em casa não gostamos de queixinhas, combinámos que seria o próprio Pedro a contar, coisa que ele fez, alegremente, no dia seguinte. Também disse que nunca mais se portava mal, promessa que entretanto já tratou de quebrar. E se isto é assim com dois anos, temo o pior quando tiver em casa um adolescente de voz fininha e barba a despontar, na idade do armário e teimoso que nem uma mula.
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