Notícia matinal na escola de dona princesa: precisamente na sala dela, foi detectado um caso de varicela. E, como se já não bastasse, o feliz contemplado foi o André, ilustre sucessor do Nuno no coração da Madalena. Aliás, a caminha dele, na hora de sesta, é ao lado da dela.
Não faço ideia no que é que isto vai dar, mas tem todos os ingredientes para não dar coisa boa.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Porquê, mamã?
Vamos jantar, Madalena?
Porquê, mamã?
Porque já é tarde e tu estás com fome.
Porquê?
Já passou muito tempo desde o lanche. Anda, hoje é massa com peixe. Massa com letras.
E tem a minha letra?
Claro.
Porquê?
Tem todas as letras.
E a do avô também?
Todas.
Porquê?
E assim continuámos, num interminável e encadeado rol de porquês durante toda a refeição. Segundo os livros, a idade dos porquês é lá para os três, quatro anos, mas parece que cá em casa chegou mais cedo. É porquê por tudo e por nada e às vezes as perguntas nem sequer são assim tão fáceis como seria de prever vindas de uma menina com dois anos e meio.
Apetece-me guardar para sempre estas nossas conversas e tenho medo de as esquecer.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Gabriel
A Madalena e o Pedro têm um amigo novo cá no prédio. É o Gabriel e nasceu ontem à noite. Saiu da barriga da Joana, como diz a Mada, já a querer ir visitá-lo. Estamos muito contentes e até a Dona Helena do primeiro andar diz que há muito tempo não havia tantas crianças aqui no número quatro.
Bem vindo, Gabriel.
Parabéns Joana e Andrea
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Mamã
E aí está a primeira palavrinha do homem pequenino cá de casa: mamã. É certo que só lhe sai quando choraminga porque quer vir para o meu colo ou porque vou sair da sala onde ele está, ou porque não o tiro imediatamente da cama quando está de pé, de mãos estendidas para mim. É certo, também, que ainda tem de afinar a pronúncia, mas aquele ma-ma enche-me o coração de orgulho e deixa-me o estômago cheio de borboletas.
Princesa bom coração
Pequeno arrufo conjugal cá em casa, já nem me lembro porquê. Papá refila, mamã ensaia o inevitável amuo, que isto uma rapariga tem de marcar a sua posição com todos os meios ao seu alcance. Sento-me na cozinha, com o meu ar de sou a mais infeliz do mundo e de repente sinto umas mãozinhas a acariciar-me a cabeça e uma vozinha que pergunta: chateaste com o papá, mamã?
A resposta foram dois progenitores já completamente esquecidos do arrufo, a garantirem que não, que foi só uma pequena discussão sem importância, que o papá e a mamã gostam muito um do outro e, sobretudo, gostam muito dela, da nossa princesa com bom coração, como diz o pai.
E é que tem mesmo. Se o mano chora, é vê-la a perguntar logo Pedro magoou-se, mamã? e a ir a correr ter com ele. Se lhe cai a chucha lá vai ela apanhá-la e durante o jantar é capaz de se levantar várias vezes para apanhar os brinquedos que senhor Pedro vai mandando para o chão, só pelo prazer de os ver cair.
A resposta foram dois progenitores já completamente esquecidos do arrufo, a garantirem que não, que foi só uma pequena discussão sem importância, que o papá e a mamã gostam muito um do outro e, sobretudo, gostam muito dela, da nossa princesa com bom coração, como diz o pai.
E é que tem mesmo. Se o mano chora, é vê-la a perguntar logo Pedro magoou-se, mamã? e a ir a correr ter com ele. Se lhe cai a chucha lá vai ela apanhá-la e durante o jantar é capaz de se levantar várias vezes para apanhar os brinquedos que senhor Pedro vai mandando para o chão, só pelo prazer de os ver cair.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Ano novo, agenda nova
Vistas bem as coisas, é apenas mais uma página do calendário. É verdade. Não amanhecemos diferentes, não ficamos de repente mais felizes ou infelizes. Acordamos no dia 1 e somos exactamente as mesmas pessoas, com a diferença que temos uma agenda nova. E é aí que o ano novo é importante: na agenda nova. Escolho-a com muito cuidado, aliás, sou mesmo uma mãos largas quando se trata de comprar agendas. Tenho 365 folhas novinhas pela frente, para preencher e mais umas quantas para aquelas notas que não são de nenhum dia do ano e isso deixa-me com uma sensação boa, de tempo para gastar, coisas para fazer, planos para inventar e levar (ou não) para a frente. Quando começo uma nova agenda, penso sempre que estou a começar qualquer coisa e que há um sem número de oportunidades que se abre à minha frente. É uma sensação boa.
(Já tenho uma agenda nova, só ainda não arranjei tempo para a começar a preencher com nada que não tenha a ver com trabalho. Por esse lado, portanto, tudo continua como dantes.)
(Já tenho uma agenda nova, só ainda não arranjei tempo para a começar a preencher com nada que não tenha a ver com trabalho. Por esse lado, portanto, tudo continua como dantes.)
sábado, 1 de janeiro de 2011
2011
Andei anos e anos a dizer que dessa é que era, que ficava em casa, que não estava para festas forçadas, que isto de ter obrigatoriamente de comemorar o ano novo não é para mim e este ano, pela primeira vez desde que deixei de passar a última noite do ano com os meus pais, fiquei mesmo em casa. E foi uma bela passagem de ano, com a minha família maravilha, o mais novo a dormir, amais velha a aguentar-se estoicamente e a bater panelas à janela com o pai e com a avó. Depois da meia-noite, uma pequena invasão de amigos, chá e sonhos e chocolates com licor de mel e conversa fiada e 2011 aí estava, quase sem darmos por ele. Só me faltou o fogo de artifício, mas não me importo nada de repetir.
Bom Ano Novo a todos os estimados leitores.
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