O calendário do Advento prossegue em grande animação. Entretanto foi preciso estabelecer regras e agora a Madalena vai buscar os envelopes nos dias ímpares e o Pedro nos dias pares. Apesar de algumas discussões e choros, tal é a excitação, já nos conseguimos organizar.
Tem sido tanta a trabalheira que chegamos os três à caminha já a cair para o lado (principalmente eu, há que admiti-lo), com grande prejuízo para o blogue, que não tem sido actualizado.
Faça-se, portanto, o balanço: houve fabrico de pulseiras, com o alto patrocínio do Rui e formação personalizada prestada pela tia Xanda; houve um circo de fantoches do qual não houve registo fotográfico; noutro dia fizemos trabalhos manuais que, por razões que mais tarde revelaremos, agora não podem aqui ser expostos.
Ontem a tarefa, muito especial, consistiu em decorar uma estrelinha de cartão para o Pedro levar para a escola. E saiu esta estrela-pai-natal, com sininho no barrete e barbas de algodão que ele hoje entregou orgulhosamente à Tina. antes, aproveitámos para besuntar as janelas com um spray adquirido nos senhores chineses por sugestão da Rita. Obrigada Rita, eles gostaram muito, a Inna nem por isso, mas não há-de ser nada.
Hoje o calendário do Advento fica entregue à avó Gracinha, que a mãe e o pai vão ao cinema. Será uma grande aventura (para nós, entenda-se).
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Carta ao Pai Natal
Hoje foi dia de carta ao Pai Natal, a tarefa do 5º dia do Advento. Dona Madalena dirigiu as operações e eu escrevi. Insistiu em colocar também os pedidos dos pais, tudo da lavra dela. Não foi muito exigente, há que admiti-lo. Mas não esqueceu a Nancy, que só conhece dos anúncios de meia hora no canal Panda, mas da qual já anda a falar há que tempos. Pedrinho, esse, como se pode constatar, foi muito variado na escolha: tudo vai dar ao carro Faisca, a sua paixão do momento.
No final explicámos que lá por se escrever a carta nada fica garantido e que o Pai Natal ainda vai ver se tem aquelas coisas no seu armazém e, sobretudo, se os meninos se portaram bem. E como é que ele sabe essas coisas, perguntou a Madalena muito desconfiada e talvez a lembrar-se que no ano passado o Pai Natal era estranhamente parecido com o avô Manel. Ele é professor, é? Pois, bem, quer dizer, professor se calhar não, mas lá que sabe tudo, isso sabe. Pedrinho, esse borrifou-se para as explicações. O sonho dele ter todas as porcarias que tenham a ver com o Faísca e ponto final.
Quanto ao quarto-dia do Advento, digamos que não ficou para a história. Atrasei-me tanto a vir para casa e estava tão cansada que a tarefa do dia consistiu em enfiarmo-nos na cama e ler um livro escolhido por eles. A coisa não entusiasmou por aí além e as birras provocadas pelo cansaço não ajudaram. Aliás, nem os chocolates que enfiei no envelope os conseguiram animar.
Isto foi o
No final explicámos que lá por se escrever a carta nada fica garantido e que o Pai Natal ainda vai ver se tem aquelas coisas no seu armazém e, sobretudo, se os meninos se portaram bem. E como é que ele sabe essas coisas, perguntou a Madalena muito desconfiada e talvez a lembrar-se que no ano passado o Pai Natal era estranhamente parecido com o avô Manel. Ele é professor, é? Pois, bem, quer dizer, professor se calhar não, mas lá que sabe tudo, isso sabe. Pedrinho, esse borrifou-se para as explicações. O sonho dele ter todas as porcarias que tenham a ver com o Faísca e ponto final.
Quanto ao quarto-dia do Advento, digamos que não ficou para a história. Atrasei-me tanto a vir para casa e estava tão cansada que a tarefa do dia consistiu em enfiarmo-nos na cama e ler um livro escolhido por eles. A coisa não entusiasmou por aí além e as birras provocadas pelo cansaço não ajudaram. Aliás, nem os chocolates que enfiei no envelope os conseguiram animar.
Isto foi o
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Escatologias, parte dois
E temos mais uma palavra capaz de fazer rebentar gargalhadas: Chulé. E o que é isso, perguntamos nós. É pó das fadas para os pés, revela, muito entendida dona Madalena. E cheira mal? Claro, mamã! E vá de rir, ela e ele, deliciados com a nova gracinha.
E ao 3º dia...
... fizemos um lindo São José sem nariz para o presépio da escola da Madalena, a tarefa prevista no calendário do Advento. Também comemos bombons e aprendemos uma canção de Natal nova. Como o Pedro não gostou muito, a Madalena inventou uma sobre carros, só para ele, e ficaram os dois acordados imenso tempo a berrar "pi-pi-pi", que era o refrão da cantiga.
A única coisa que correu mal foi o horário de ir dormir, que descambou escandalosamente. Enfim, nada de novo.
A única coisa que correu mal foi o horário de ir dormir, que descambou escandalosamente. Enfim, nada de novo.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Calendário do Advento
Foi a outra tarefa do fim-de-semana: fazer e inaugurar o calendário do Advento. Pintámos molas de madeira, fizemos e decorámos 25 envelopes e o calendário já lá está, pendurado na parede da sala, a prometer 25 surpresas até ao dia de Natal. No sábado houve prendas e rebuçados e ontem houve teatro (fomos ver "A Flauta Mágica") e pizzas em casa da Raquel.
Falta agora inventar mais 23 tarefas e coisas boas para deixar nos envelopes, misturadas com histórias e canções de Natal. E falta arranjar maneira de chegar a casa a horas decentes, para dar tempo de abrir os envelopes e pôr as tarefas em prática.
(Tivemos a ajuda preciosa da Joana e do Gabriel, há que registar também esse pormenor. Se calhar vamos convidá-los também para participar de algumas das tarefas adventícias)
Falta agora inventar mais 23 tarefas e coisas boas para deixar nos envelopes, misturadas com histórias e canções de Natal. E falta arranjar maneira de chegar a casa a horas decentes, para dar tempo de abrir os envelopes e pôr as tarefas em prática.
(Tivemos a ajuda preciosa da Joana e do Gabriel, há que registar também esse pormenor. Se calhar vamos convidá-los também para participar de algumas das tarefas adventícias)
Presépio
O nosso presépio, explica o Pedrinho, tem o "Ius", a mamã e o papá. E tem três reis magos que agora, provisoriamente, são apenas dois, porque o Belchior, coitado, de tanto ser mudado de sítio, teve um acidente que o deixou decapitado. Também temos burro e vaca e tudo aquilo a que tem direito qualquer presépio que se preze, o sr. Papa que me perdoe. E cá em casa há um menino tão entusiasmado, tão entusiasmado, que não quer brincar com outra coisa.
Hoje foi dia de presépio. E de árvore de Natal. A nossa árvore minúscula, enfeitada pela Mada e pela mamã e pelo Pedrinho. Desta vez a árvore tem pequenos sinos de chocolate, como quando eu era miuda e, com o meu mano, comíamos os chocolates dos pais-natais e deixávamos lá as pratas, para a mãe não descobrir.
O Natal sempre conseguiu deixar-me feliz, mas agora, com o Pedro e com a Madalena, tudo tem um sabor diferente. Muito melhor.
Hoje foi dia de presépio. E de árvore de Natal. A nossa árvore minúscula, enfeitada pela Mada e pela mamã e pelo Pedrinho. Desta vez a árvore tem pequenos sinos de chocolate, como quando eu era miuda e, com o meu mano, comíamos os chocolates dos pais-natais e deixávamos lá as pratas, para a mãe não descobrir.
O Natal sempre conseguiu deixar-me feliz, mas agora, com o Pedro e com a Madalena, tudo tem um sabor diferente. Muito melhor.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Escatologias
1. Não há nada que divirta mais os meus filhos do que as palavras cocó e xixi. Riem, riem, riem, fazem barulhinhos, imitam puns e se for preciso ficam naquilo tempos infinitos. É que nem há outra coisa que os consiga distrair tanto, ao ponto de, admito, já ter utilizado as palavrinhas mágicas para parar uma birra, desligar a televisão ou convencê-los a ir para a mesa. Espero que seja uma fase, por isso nem dou muita importância à coisa. E, no entanto, é impossível não ficar deliciada com aquelas gargalhadas.
2. Pedrinho, para que conste, há quase um mês que, durante o dia, já não usa fralda. À noite ainda não há segurança para tanto, mas também acorda de vez em quando a pedir para ir à casa de banho. Faz cocó e depois lá fica, a espreitar para a sanita enquanto puxamos o autoclismo. A curiosidade é tanta que um dia destes se debruçou um pouco mais do que devia e pimba, chucha lá para dentro. Mamã, chamada de urgência, lá fez o que tinha de fazer e resgatou a "tu" que foi direitinha para a chaleira onde ficou a ferver durante bastante tempo (mandá-la simplesmente para o lixo era impensável). Entretanto, teve de consolar o infeliz proprietário que a partir daí, apesar de continuar a despedir-se entusiasticamente do seu cocó, nunca o faz sem antes agarrar fortemente a chucha.
2. Pedrinho, para que conste, há quase um mês que, durante o dia, já não usa fralda. À noite ainda não há segurança para tanto, mas também acorda de vez em quando a pedir para ir à casa de banho. Faz cocó e depois lá fica, a espreitar para a sanita enquanto puxamos o autoclismo. A curiosidade é tanta que um dia destes se debruçou um pouco mais do que devia e pimba, chucha lá para dentro. Mamã, chamada de urgência, lá fez o que tinha de fazer e resgatou a "tu" que foi direitinha para a chaleira onde ficou a ferver durante bastante tempo (mandá-la simplesmente para o lixo era impensável). Entretanto, teve de consolar o infeliz proprietário que a partir daí, apesar de continuar a despedir-se entusiasticamente do seu cocó, nunca o faz sem antes agarrar fortemente a chucha.
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