sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Querido afilhado:

Quero agradecer-te pela lembrança. Tanto os humanos como os felinos lá de casa apreciaram bastante. E a Madalena, muito pragmática, concluiu de imediato que era óptimo porque assim já não tínhamos de ir ao Pingo Doce no fim-de-semana. A tua carta, que acompanhou esta magnífica oferta, deixou-me com uma lagriminha no canto do olho. Porque sim, tens tanta razão, quando falas nas muitas coisas que aconteceram nestes seis anos. E todas elas, digo eu também, "com um surpreendente final feliz". Devo admitir que tenho algum peso na consciência por não ter dado, a ti e à tua família, a atenção que vocês merecem, mas, sabes, lá em casa há dois meninos que requerem toda a atenção do mundo e quando não estou com eles o tempo não me dá para nada. Pode soar a desculpa de amigo da onça, mas acredita que me lembro muitas vezes de vocês e que, frequentemente também, chego a pegar no telefone para vos ligar, só que entretanto lembro-me que é a "hora da meditação" e que provavelmente me responderá apenas o atendedor de chamadas. Desculpa, mas é quando estou a ir para o metro, ao fim do dia, que consigo pôr em dia as conversas com os amigos.
Mas olha, vem aí um novo ano e estou cheia de boas intenções. Até lá, obrigada, obrigada, mais uma vez, pela maravilhosa lembrança. Fiquei fã do Pede Salsa.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

E assim vai o nosso Advento

 O calendário do Advento prossegue em grande animação. Entretanto foi preciso estabelecer regras e agora a Madalena vai buscar os envelopes nos dias ímpares e o Pedro nos dias pares. Apesar de algumas discussões e choros, tal é a excitação, já nos conseguimos organizar.
Tem sido tanta a trabalheira que chegamos os três à caminha já a cair para o lado (principalmente eu, há que admiti-lo), com grande prejuízo para o blogue, que não tem sido actualizado.
Faça-se, portanto, o balanço: houve fabrico de pulseiras, com o alto patrocínio do Rui e formação personalizada prestada pela tia Xanda; houve um circo de fantoches do qual não houve registo fotográfico; noutro dia fizemos trabalhos manuais que, por razões que mais tarde revelaremos, agora não podem aqui ser expostos.
Ontem a tarefa, muito especial, consistiu em decorar uma estrelinha de cartão para o Pedro levar para a escola. E saiu esta estrela-pai-natal, com sininho no barrete e barbas de algodão que ele hoje entregou orgulhosamente à Tina. antes, aproveitámos para besuntar as janelas com um spray adquirido nos senhores chineses por sugestão da Rita. Obrigada Rita, eles gostaram muito, a Inna nem por isso, mas não há-de ser nada.

Hoje o calendário do Advento fica entregue à avó Gracinha, que a mãe e o pai vão ao cinema. Será uma grande aventura (para nós, entenda-se).

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Carta ao Pai Natal

Hoje foi dia de carta ao Pai Natal, a tarefa do 5º dia do Advento. Dona Madalena dirigiu as operações e eu escrevi. Insistiu em colocar também os pedidos dos pais, tudo da lavra dela. Não foi muito exigente, há que admiti-lo. Mas não esqueceu a Nancy, que só conhece dos anúncios de meia hora no canal Panda, mas da qual já anda a falar há que tempos. Pedrinho, esse, como se pode constatar, foi muito variado na escolha: tudo vai dar ao carro Faisca, a sua paixão do momento.
No final explicámos que lá por se escrever a carta nada fica garantido e que o Pai Natal ainda vai ver se tem aquelas coisas no seu armazém e, sobretudo, se os meninos se portaram bem. E como é que ele sabe essas coisas, perguntou a Madalena muito desconfiada e talvez a lembrar-se que no ano passado o Pai Natal era estranhamente parecido com o avô Manel. Ele é professor, é? Pois, bem, quer dizer, professor se calhar não, mas lá que sabe tudo, isso sabe. Pedrinho, esse borrifou-se para as explicações. O sonho dele ter todas as porcarias que tenham a ver com o Faísca e ponto final.

Quanto ao quarto-dia do Advento, digamos que não ficou para a história. Atrasei-me tanto a vir para casa e estava tão cansada que a tarefa do dia consistiu em enfiarmo-nos na cama e ler um livro escolhido por eles. A coisa não entusiasmou por aí além e as birras provocadas pelo cansaço não ajudaram. Aliás, nem os chocolates que enfiei no envelope os conseguiram animar.



Isto foi o

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Escatologias, parte dois

E temos mais uma palavra capaz de fazer rebentar gargalhadas: Chulé. E o que é isso, perguntamos nós. É pó das fadas para os pés, revela, muito entendida dona Madalena. E cheira mal? Claro, mamã! E vá de rir, ela e ele, deliciados com a nova gracinha.

E ao 3º dia...

... fizemos um lindo São José sem nariz para o presépio da escola da Madalena, a tarefa prevista no calendário do Advento. Também comemos bombons e aprendemos uma canção de Natal nova. Como o Pedro não gostou muito, a Madalena inventou uma sobre carros, só para ele, e ficaram os dois acordados imenso tempo a berrar "pi-pi-pi", que era o refrão da cantiga.
A única coisa que correu mal foi o horário de ir dormir, que descambou escandalosamente. Enfim, nada de novo.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Calendário do Advento

Foi a outra tarefa do fim-de-semana: fazer e inaugurar o calendário do Advento. Pintámos molas de madeira, fizemos e decorámos 25 envelopes e o calendário já lá está, pendurado na parede da sala, a prometer 25 surpresas até ao dia de Natal. No sábado houve prendas e rebuçados e ontem houve teatro (fomos ver "A Flauta Mágica") e pizzas em casa da Raquel.
Falta agora inventar mais 23 tarefas e coisas boas para deixar nos envelopes, misturadas com histórias e canções de Natal. E falta arranjar maneira de chegar a casa a horas decentes, para dar tempo de abrir os envelopes e pôr as tarefas em prática.

(Tivemos a ajuda preciosa da Joana e do Gabriel, há que registar também esse pormenor. Se calhar vamos convidá-los também para participar de algumas das tarefas adventícias)

Presépio

O nosso presépio, explica o Pedrinho, tem o "Ius", a mamã e o papá. E tem três reis magos que agora, provisoriamente, são apenas dois, porque o Belchior, coitado, de tanto ser mudado de sítio, teve um acidente que o deixou decapitado. Também temos burro e vaca e tudo aquilo a que tem direito qualquer presépio que se preze, o sr. Papa que me perdoe. E cá em casa há um menino tão entusiasmado, tão entusiasmado, que não quer brincar com outra coisa. 
Hoje foi dia de presépio. E de árvore de Natal. A nossa árvore minúscula, enfeitada pela Mada e pela mamã e pelo Pedrinho. Desta vez a árvore tem pequenos sinos de chocolate, como quando eu era miuda e, com o meu mano, comíamos os chocolates dos pais-natais e deixávamos lá as pratas, para a mãe não descobrir. 
O Natal sempre conseguiu deixar-me feliz, mas agora, com o Pedro e com a Madalena, tudo tem um sabor diferente. Muito melhor.