E foi assim. E foi um dia muito bom, com uma caça ao tesouro para descobrir a prenda deles escondida na gaveta dos sapatos, um almoço a três, um lanche com sabor a chocolate (obrigada queridas amigas) e um jantar muito bom, com bolo e velas à sobremesa. Foi um sua que também teve muitas mensagens e mails de parabéns, telefonemas ainda melhores (alguns de amigos especiais que não vejo há muito tempo e de quem tenho muitas saudades) e muito, muito mimo. Hoje foi bom fazer anos.
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Hoje fiz anos
Quantos anos fazes, mamã, pergunta ela, já fartinha de saber quantos são. Faço 40, respondo. Não fazes nada 40, mãe, não digas coisas que não são verdade. Ora, esta é a minha verdade, digo eu, a ver se a convenço. Não consigo, mas o Pedrinho, sempre aliado da mamã, declara: a tua verdade é a minha verdade, por isso fazes 40.
domingo, 14 de dezembro de 2014
Um dia chelente
Dona princesa, muito crescida, saiu e foi ao ballet no Teatro Camões com a tia Xanda e as primas Ana e Catarina ver "O Quebra Nozes". Pedrinho jantou com os pais, conversou, brincou, cantou e até dançou. Depois escolheu o livro para ler e quando finalmente se convenceu a ir dormir, anunciou: "hoje foi um dia chelente. Um dia de pai, mãe e fio. Mas eu não consigo domir sem a Mananena aqui..." Adormeceu daí a um minuto.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Carta ao Pai Natal
Finalmente ficou pronta a carta deste ano ao Pai Natal. Não foi uma tarefa fácil porque desta vez foi totalmente escrita por dona princesa e, como podem constatar, são muitas letras e palavras.
A selecção foi demorada. Pedrinho garantiu por várias vezes que não conseguia escolher e, de facto, está um bocadinho monotemático. Madalena só se lembrava da Carlota Cambalhota, uma boneca pavorosa, mas cujo anúncio tem uma música que fica no ouvido. Ela não queria a boneca, mas gosta da cantilena... Desistiu, vá lá. Já os anúncios da Playmobil, pelos vistos, também são irresistíveis. Menos mal.
(aviso aos possíveis interessados: por favor contactem os pais antes de qualquer aquisição, porque algumas destas belas ideias até já estão compradas.)
A selecção foi demorada. Pedrinho garantiu por várias vezes que não conseguia escolher e, de facto, está um bocadinho monotemático. Madalena só se lembrava da Carlota Cambalhota, uma boneca pavorosa, mas cujo anúncio tem uma música que fica no ouvido. Ela não queria a boneca, mas gosta da cantilena... Desistiu, vá lá. Já os anúncios da Playmobil, pelos vistos, também são irresistíveis. Menos mal.
(aviso aos possíveis interessados: por favor contactem os pais antes de qualquer aquisição, porque algumas destas belas ideias até já estão compradas.)
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Coisas de mãe
No Domingo mal estivemos juntos de manhã, antes de eu ter de sair para uma tarde de trabalho que se prolongou até tarde. Quando cheguei a casa, Mada estava muito cansada, mas recusava-se a dormir. Quando o Pedro adormecer, vou para a tua cama, que assim ele não fica triste, está bem, mãe? Combinámos que sim. Eu convencida que entretanto quem se deixava dormir era ela e ela decidida a cumprir o combinado. E cumpriu. E eu tive de a deixar ir para a minha cama, que estas promessas não se fazem em vão. Por isso deitei-me com ela, as duas muito aconchegadas, quentinhas, num abraço tão bom, e de repente era como se fosse eu pequenina, deitada na cama com a minha mãe, quando o pai ainda não tinha chegado a casa e ela fazia crochet ao meu lado para eu adormecer. Não faço ideia de quantos anos tinha, mas lembrei-me tão bem, tão bem, e tive a certeza de que nunca mais me voltei a sentir tão segura. Adormecemos ali as duas, eu e a Mada. Espero que daqui a muitos anos ela também se recorde de mim assim.
sábado, 22 de novembro de 2014
Que bela maneira de estragar um sábado
Meninos a caminho da piscina com o pai, eu de pijama no sofá, a beber chá e de livro na mão. Tenho duas horas só para mim pela frente, tanto tempo, tanto tempo para fazer o que me apetecer. Talvez fique por ali a ler. Ou, se calhar, podia aproveitar para, finalmente, tirar toda a roupa de verão das gavetas. Ou então, podia ir apanhar as folhas que já tapam a relva no jardim. Ná… fico mesmo pelo sofá, de livrinho na mão. Duas horas só para mim são coisa demasiado rara para não as aproveitar ao segundo. Mas, antes, vou só espreitar o Facebook, a ver se há novidades. Vou e pronto, foi o maior erro do meu sábado. "José Sócrates foi detido na sexta-feira à noite no aeroporto, quando chegava a Lisboa. Corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal". Lá se vai o fim-de-semana longo que tenho pela frente. Há folhas para apanhar, é preciso ir ao supermercado, pensar nas refeições da próxima semana, pôr a roupa na máquina, arrumar os quartos, os brinquedos, fazer o mais possível no menor tempo possível porque há trabalho pela frente. Quem me mandou a mim ir espreitar as notícias? Estava tão feliz na ignorância.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Filho querido de sua mãe
Pedrinho para a mamã, logo de manhã, depois de acordar e de saltar para a cama dos pais, como faz todos os dias: "mãe, eu só quero fazer tu feliz." Gramáticas à parte, este miúdo faz-se. Assim é fácil acordar, nem que seja de madrugada, como acontece de vez em quando graças à energia matinal dele.
domingo, 12 de outubro de 2014
Uma filha no primeiro ano
Dona princesa saiu de casa um bocadinho angustiada, mas nada
de muito excessivo e, sobretudo, nada que não se compreendesse perfeitamente,
ou não se desse o caso de aquele ser o seu primeiro dia de aulas, no primeiro
ano, na sala do andar de cima e com a professora Ruca que, até aí, ela só
conhecia dos corredores da escola.
À noite, já em casa, resumiu assim a coisa: “Hoje foi um dia
bom. Gostei deste dia”. Era o que se queria, porque a expectativa tinha sido
muita. A mochila com as meninas do Frozen, o estojo também, os lápis, as
canetas, a capa, os cadernos, tudo novo, tudo à séria, tudo visto e revisto
tantas vezes.
A turma manteve-se quase igual à do último ano do JI. A
amiga Alice, sentada ao seu lado (ao fim de uns dias tiveram de ser separadas, porque
falavam muito, agora estão juntas novamente, como meninas crescidas que são), a
Lara, a Ema, a Carolina e todos outros meninos e meninas que já conhecia do ano
anterior.
Desde aí, está nas suas sete quintas. Na escola corre sempre
tudo bem. Que fizeste hoje? Nada de muito interessante, responde. Já lê com uma
grande rapidez, faz as fichas de matemática com uma perna às costas e está
sempre a dizer que fazer os trabalhos de casa “é uma seca”. Ainda assim, faz
tudo perfeitinho. Tão perfeitinho, com tamanho perfeccionismo, que leva muito
tempo e por isso lá vem a frase sacramental: “é uma seca”. Pois, percebe-se:
escreve três letras e apaga duas, porque a perninha do “a” não está direita ou
o “u” parece um “4”. Explica que Tem de “ter boas notas” e depois conta, muito
orgulhosa, que a professora “disse que estava tudo bem”.
Felizmente (diz ela e digo eu, ainda que sem ela ouvir), só
há trabalhos à terça e ao fim-de-semana. Pedrinho, sempre muito atento, também fica satisfeito,
porque assim tem a mana mais vezes para brincar com ele.
Já lá vai mais de um mês desde o início das aulas, mas devíamos
este post aos nossos quatro leitores fieis (ok, talvez cinco, já contando com
as avós).
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