quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Sonhos

O Sérgio sonhou com a bebé. Adormeceu com a mão pousada na barriga, a sentir os pontapés da nossa pequena lutadora de boxe, ressonou um bocadito, e acordou a contar que tinha sonhado com a Madalena, uma Madalena de olhos azuis, que no sonho já era uma menina crescida e brincava com ele.

O Sérgio raramente sonha ou, pelo menos, muito raramente se lembra dos sonhos, mas estes olhos azuis ficaram-lhe na cabeça.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

SPA



Alcobaça. Nazaré. Japoneses a tirar fotografias. São Martinho do Porto. SPA. Descanso absoluto. Boa comidinha. Um hotel de três estrelas com um horrivel néon verde alface. As Termas da Piedade modernizadas e transformadas em Your SPA and Hotel (só nós para desencantarmos estas pérolas...). Três dias em ambiente zen, mais uma passagem por um antro turístico: Óbidos. Restaurantes proibitivos, os japoneses da Nazaré sempre de máquina em punho e tugas prontos a enganar todos os turistas. Óbidos é bonita, mas na confusão da rua polvilhada de turistas, lojas para turistas e restaurantes para turistas, o que mais gostei foi do museu municipal, com o seu quadro (único) da Josefa de Óbidos e onde a Madalena teve a sua primeira incursão no mundo das artes.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

22 semanas e mais uma ecografia


Saímos de lá em estado zen, a perguntar um ao outro, viste aquela mão tão perfeitinha, e o pézinho, e o nariz, e aquele gole tão eficiente, nós que nem sabiamos que os bebés bebem líquido amniótico, como também não sabiamos metade das coisas que a médica nos contou naquela meia hora, numa autêntica lição de anatomia onde tudo foi visto ao milímetro.

Saímos de lá a saber que está tudo bem com a Madalena, que a percentagem de "normal" no relatório da ecografia é de 100% e que, pelo menos até à próxima, que só há-de ser daqui a dez semanas, podemos descansar. O estado zen manteve-se ao longo do dia e hoje não houve contracções, nem a barriga ficou dura, nem eu me pus a imaginar uma data de parvoices, do medo de alguma coisa não estar bem.

Estou a senti-la agora, a mexer-se na minha barriga, na sua habitual ginástica pós-jantar, e dou por mim a rir que nem uma tonta, já de lagriminha no olho, a ver o Segio, o pai dela, com aquele ar sério que ele tem a dizer que a filha é tão linda, a nossa Madalena é tão linda...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Mais prendas



Desta vez foi a tia Carla, que mandou pelo correio, directamente de Portimão. Eu e o Sérgio ficámos deliciados e decidimos que vamos começar também a fazer comprinhas.

Entretanto, já há um berço cá em casa, herdado das primas Catarina e Aninhas, à espera de ser armado, daqui a uns meses, mas já a servir de medida para colchas e lençois.

No meio da confusão habitual dos dias, às vezes esqueço-me de acreditar que vem um bebé a caminho e que nunca mais nada será como dantes. Depois, de repente, há qualquer coisa a mexer na minha barriga, como se pequenas bolas de ping-pong se andassem a passear lá dentro, e lembro-me que é verdade, que a Madalena está por aqui, que se calhar ouve e sente muitas coisas, muito mais do que nós possamos imaginar, e que tudo isto é um caminho que é único e só se percorre uma vez, por isso, tenho de o aproveitar a cada segundo.Muito devagarinho.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Coraçãozinho saltitante...

... e barulhento, a bater a 200 à hora, muito seguro no meio de mais não sei quantos barulhos, porque a nossa Madalena não parava de se mexer. Hoje não houve visionamento, só banda sonora, mas confirmou-se que a menina não gosta de estar sossegada.

Estamos com 21 semanas e um dia e até agora engordei cinco quilos. Imenso, parece-me, apesar de a Alice não se ter mostrado muito impressionada. Vou cortar nos doces. Está decidido. Não consigo imaginar-me com um rabo gigante, pronta a rebolar ao mais pequeno desequilíbrio. É um pesadelo demasiado mau...

domingo, 6 de janeiro de 2008

20 semanas

Estamos a meio da viagem, nós e a Madalena. Senti-la a mexer cá dentro é uma sensação fantástica e mal podemos esperar pela próxima consulta, para voltar a vê-la.

A nossa filha. A minha filha presente e ausente. Tenho saudades dela.