segunda-feira, 20 de abril de 2009

Maminha

Aos dez meses, três semanas e cinco dias, está oficialmente encerrada essa fase. Foi maravilhoso. Uma das coisas mais fantásticas que fiz na vida.

De pé

Levanta o rabinho, pouco a pouco, sempre agarrada ao sofá, e de repente lá está ela, toda satisfeita, a espreitar para mim, que estou na cozinha a fazer o jantar. Depois desequilibra-se ligeiramente e cai, aparada pela fralda. Daí a uns segundos já está novamente de pé, sem qualquer tipo de ajuda. E ainda dá uns passinhos para o lado, para conseguir chegar à chuchinha, que está na outra ponta do sofá.

Aprendeu a fazer isto hoje, porque ontem ainda só conseguia levantar-se com a nossa ajuda. Também se consegue movimentar cada vez mais rápido quando está sentada no chão, mas não chega propriamente a gatinhar: vai rodando o rabo e lá vai saindo do lugar. Quando tenta gatinhar, só consegue movimentar-se para trás, tipo caranguejo, mas fica toda satisfeita na mesma.

E anda tão entusiamada com as novas proezas, que até lhe dão as insónias. Hoje primeiro que adormecesse ainda nos chamou para a vermos de pé, agarrada às grades da cama, com o maior sorriso do mundo.

Os nossos tempos de descanso, com a Madalena no seu tapete a brincar com os seus brinquedos estão a chegar ao fim...

terça-feira, 14 de abril de 2009

Palavras novas

Põe a meia no pé, Madalena, e ela põe. O chapéu na cabeça, e ela põe, meio atarantada, sem acertar bem no sítio, mas não faz mal, que a ideia é essa e o que interessa é que ela sabe bem o que lhe estamos a dizer. Tal como percebe muito bem um não. Choraminga um bocado,com ar ofendido, mas durante um bocadinho não repete a proeza, ou seja, não tira o chapéu, ou a meia, ou não põe na boca o guardanapo de papel que acabou de rasgar em tiras pequeninas. Com um ano (diz a literatura destas coisas) é suposto os bebés já perceberem à volta de 50 palavras e palpita-me que a Madalena vai bem encaminhada.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Não quero mais, obrigada!

Bem, na verdade não foi bem assim. Normalmente os "não quero" da princesa são transmitidos com um dos seus barulhinhos de protesto e a cara virada para o lado,como quem diz "deixem-me em paz". Hoje houve mais um pormenor: o biberão estava no fim, mas ainda faltava um bocadinho e já não lhe apetecia mais, por isso sentou-se no meu colo, foi à procura da tampa que eu tinha deixado ali à mão e tratou de a enfiar no sítio certo. Depois do biberão tapado olhou para nós, toda satisfeita, e o orgulho paternal foi tão grande que encheu a sala toda. E ainda anda por aqui a pairar.

Encontros na auto-estrada do Sul

Que melhor sítio para conhcer uma amiguinha, que a área de serviço de Alcácer do Sal, a meio caminho do Alentejo? Dificilmente conseguimos pensar em melhor, não é? Pois foi mesmo lá que ficámos a conhecer a Maria, que, tal como a Madalena, tinha feito um intervalo na viagem para o almoço. Claro que quem a viu foi o papá, o mesmo que meia hora depois de termos aterrado no Vietname conseguiu descobrir o Henrique Calisto às dez da noite no meio da rua mais movimentada de Ho Chi Minh. Olha lá, aquela não é a Maria? E eu olho e era mesmo, mais a Mãe e o Pai, e pronto, lá fui, como no Vietname, a perguntar, esta é a Maria, não é? - em Ho Chi Minh foi mais "é português, não é?", mas a resposta foi igualmente entusiasta, o Calisto porque havia que tempos que não via um tuga e a Mãe da Maria porque, tal como nós, achou muita graça a este encontro imediato das nossas raparigas, em plena auto-estrada do Sul. A Maria riu imenso, veio para o nosso colo e fez festinhas à Madalena. A Madalena choramingou, agarrou-se à mamã e teve um ataque de ciúmes a que se juntou um choro de fúria quando a Maria se deixou levar pelo entusiasmo e resolveu agarrar-lhe em dois dedos e demonstrar o poder dos seus recém-adquiridos dentinhos. Em suma, um encontro muito movimentado e divertido, a prova de que a Internet pode fazer maravilhas.

Gostámos muito, pequena Maria e Papás!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Está explicado

Acabámos de descobrir o dentinho número quatro, já a despontar em cima, ao lado do outro. Está explicada a febre de 37,5º de sexta-feira, mais a tosse e o pingo permanente. Enfim, dez meses e quatro dentes, parece-me uma boa média.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Ranho, muito ranho

Com o papá em Londres no meio dos senhores anti-globalização e tão perto do Obama que, querendo, até lhe podia atirar com um sapato, eu a Mada decidimos aproveitar para ir às compras, dar umas voltas pelo jardim, apanhar sol, essas coisas. Estava tudo muito bem programado e eu até tirei umas folgas, para passarmos os quatro dias coladinhas uma à outra e, quem sabe, ensaiar uma habilidade nova para quando o papá voltasse. Correu tudo lindamente, tirando a parte dos passeios fora de casa, porque a rapariga apanhou a primeira constipação da sua vida e está com uma tosse cavernosa e um permanente pingo no nariz que a fazem dormir mais do que o habitual. Sair de casa, nem pensar, até porque a Elena nunca o permitiria e só a deixa ir ao quintal embrulhada numa mantinha. Quanto à habilidade nova, temos aí umas coisas em vista, mas ainda nada de concreto, porque andamos muito ocupadas em arranjar maneiras novas de tomar charope para a tosse -são quatro vezes por dia e ela, que detesta a mistela, já descobriu todos os meus estratagemas para a fazer engolir aquela coisa. Além disso, temos longas lutas com o soro fisiológico, que ela recusa e que eu insisto em lhe enfiar pelo nariz. Em suma, têm sido uns dias muito divertidos e, dos meus belos planos só se concretizou mesmo a parte de andarmos coladinhas uma à outra: a princesa passa os dias a pedir colinho e eu, com grande sacrifício, claro, não lhe consigo dizer que não. A parte em que dormimos a sesta juntas, então, é particularmente difícil, como devem calcular...

Na verdade, não se pode dizer que a Bebas seja uma doente difícil. Fica com um bocadinho mais de caprichos, como diz a Elena, mas só teve febre uma noite e continua a comer (quase) tão bem como de costume.