quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Sonhos são coisas que temos no nosso coração

Madalena, à hora do jantar, conta à mamã que sonhou com a Ritinha e com o Tiago. Estávamos a jogar à bola e estava lá eu própria e só quem jogava era o Tiago, diz ela. Porque é que eu sonhei com eles, mamã? Se calhar porque já não os vês há muito tempo e estás com saudades. E tu, Pedrinho, sabes o que são sonhos, pergunto eu. Pedrinho diz que sim, mas claro que não sabe, por isso Madalena explica-lhe: Os sonhos vêm quando estamos a dormir e são coisas que temos no nosso coração. E pronto.

Uma história de pinturas

Dona Madalena gosta muito de saber o que vai sendo escrito por aqui desde que, há uns tempos, o pai fez uma sessão de leitura do blog, principalmente de posts de quando ela era bebé. Hoje decidiu ser ela a ditar uma história à mamã. Cá está, tal qual ela a foi contando:


[é uma história que tem meninas à séria]
Era uma vez uma escola que tinha muitos meninos. Que tinha vinte e cinco. E nós tínhamos uma actividade de pinturas, que gostávamos muito. Era só duas meninas que chamavam-se Madalena e Beatriz  e nós gostávamos tanto da aula de pinturas que todos os dias tínhamos sempre aulas de pinturas. Um dia, a Beatriz disse à colega Madalena:  hoje temos aula de pinturas. E eu disse que temos de despachar-nos, temos mesmo de despachar-nos. A Beatriz concordou. E chegou a professora da aula de pinturas. Quando chegaram à sala de pinturas, começaram a pintar as caras. E as duas gostaram tanto da pintura, elas pintaram Stella e Bloom. E até tinham vestidos. Quando acabaram de pintar, elas queriam tanto água que a professora das aulas de pinturas disse às meninas: Madalena  e Beatriz  vão lá acima. A Mara dá-vos água. Está bem, professora de pinturas. Quando chegou a hora de irmos para a cama dormir a sesta, nós só pensávamos na aula de pinturas. E quando chegou mais uma aula de pinturas, elas ficaram preocupadas porque elas não acabaram o seu trabalho e disseram à professora: professora, professora, vamos fazer pinturas, vamos, vamos, vamos. A Beatriz pintou primeiro, a Madalena pintou a seguir e ficaram tão felizes por pintarem as suas caras.
E FIM.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Regresso a casa

Cada vez me convenço mais que o nosso gato tem um vida dupla que me escapa completamente. De vez em quando chegam-nos alguns episódios e, desculpem lá os ilustres leitores que não se interessam por essas coisas, tenho de os registar aqui, porque como o Calvin há-de haver poucos.
No fim-de-semana continuávamos sem saber dele e já nos preparávamos para ligar à senhora estrangeira que dias antes lhe tinha dado abrigo quando recebemos novo telefonema. Que estava na rua tal, número tal, e que não nos preocupássemos que estava bem. Lá fui com a Madalena. Era uma casa pequenina de um jovem casal de namorados que também tinha uma gata. A gata estava furibunda  escondida atrás do sofá a fazer fuuu a tudo o que se mexesse. Quanto ao senhor Calvin, estava calmamente instalado no quarto de dormir, com o seu ar mais seráfico, a apanhar sol à janela. Já tinha comido e estava certamente a fazer a digestão, de tal forma satisfeito que nem refilou quando o enfiámos na caixa.
Os donos da casa despediram-se dele emocionados, ai que é um gatinho tão simpático e tão carinhoso, e bla, bla e bla, bla, e adeus e volta sempre. Há-de voltar, há-de, que o Calvin tem boa memória e sabe sempre bem onde lhe dão comida.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Este gato já não é só nosso

Ontem à noite não dormiu em casa mas hoje, antes de nos começarmos a preocupar, chegou o habitual telefonema: Senhor Calvin está aqui por perto, uma ou duas ruas abaixo, confortavelmente instalado na casa de uma senhora de um país qualquer que não conseguimos identificar, que lhe deu comidinha da boa e, segundo explicou, está a matar saudades de dois gatos que teve há uns anos. Hoje à noite é capaz de dormir por lá, apesar de termos pedido encarecidamente à senhora que não lhe desse comida e que o encaminhasse rua acima. O problema é que ela não tem coragem de o acordar e de o pôr na rua, com este frio e, principalmente, depois de ele ter ido à casa de banho antes de se instalar para dormir. É que, não só foi à casa de banho, como utilizou a sanita. A sanita, exactamente, coisa que ela nunca tinha e visto e nós a bem dizer também não, mas a senhora jura emocionada que sim, que é verdade, por isso não nos resta alternativa senão acreditar que foi verdade. Ah e ficámos também a saber que, depois da farmácia, dos vários hospitais aqui à volta, da peixaria, da leitaria, agora o sítio favorito do Calvin é o talho do senhor Luis. Dão-lhe carne crua, esclareceu a senhora. Obrigadinha, dizemos nós, que andamos a gastar dinheiro naquela ração especial para gatos idosos e com estômagos delicados... Humpf.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Work in progress


Projecto realizado por Mada e mamã.
Prometemos dar notícias em breve.

Artistas de palmo e meio

Dona Mada e Senhor Pedro assinam, respectivamente, "Rui e Madalena" e "Capuchinho Vermelho".
Duas pequenas obras de arte, naturalmente.