quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tempo

Uma hora. Foi quanto passei hoje à noite com os meus filhos. Cheguei às nove, eles deitam-se às dez, é fazer as contas. A Madalena já tinha jantado, o Pedro ainda não e devorou um prato de sopa em menos de nada. Enquanto ele comia, ela chorava, porque queria colo, porque estava "triste" porque a Inna se tinha ido embora. Acalmou quando me sentei com eles no chão da sala dos livros e com dois brinquedos novos, um para cada um, resgatados da colecção do Natal que ainda estava guardada em cima do armário. Brincámos, lemos histórias, cantámos a canção do sport lisboa e Benfica, fizemos puzzles e de repente estava na hora.
Foi uma hora pequenina, mas foi uma hora boa.
A Madalena faz puzzles a alta velocidade.
O Pedro arruma as peças do lego na caixa uma a uma e depois volta a tirá-las meticulosamente. E rouba os brinquedos à mana. E vai buscar o outro comando da televisão para substituir aquele que eu acabei de lhe surripiar.
Se calhar fazem coisas que eu nem imagino. Se calhar há coisas sobre eles que eu não sei.
Passam mais tempo na escola, ou com a Inna do que comigo.
Os meus filhos pequeninos precisam de mim, eu preciso deles e não tenho mais tempo para lhes dar...

1 comentário:

Pati Bolfe disse...

Ai, Mena, mal mundial da mãe moderna! Um dia hão de entender - se é que já não entendem e não nos contam - que o fazemos por eles.
Carpe Diem. Mesmo que o dia seja curto =)